Bruno Albertim celebra a vida de Tereza Costa Rêgo

Autor de Tereza Costa Rêgo: Uma mulher em três tempos, o jornalista Bruno Albertim ofereceu na Fliporto, um panorama da pesquisa que deu origem ao seu livro, uma biografia da célebre pintora pernambucana. Compondo a Coleção Memória (o outro lançamento é Montez Magno: Poeta, Artista, Camaleão, da jornalista Olivia Mindêlo), o lançamento surgiu como um movimento natural após a aproximação de Bruno e Tereza ao longo dos anos.

Personagem intensa mas pouco estudada mesmo em seu estado de origem, Tereza Costa Rêgo é das mais vibrantes artistas plásticas pernambucanas, e tem uma vida marcada por tragédias que se mistura com a própria história do Brasil no século 20. Filha de uma família da aristocracia açucareira, negou-se a assumir o papel legado à mulher e logo e se viu envolvida no universo da política ao casar-se com Diógenes Arruda, fundador do PCdoB. A ditadura trouxe o exílio, e Tereza só esteve fora do Brasil de 1972 a 1979.

Depois da morte do companheiro, Tereza finalmente assumiu seu papel de artista, o que rendeu obras grandiosas como a série Sete Luas de Sangue ou o recente Mulheres de Tejucupapo, que retrata a famosa batalha histórica. Albertim comenta que o quadro reflete bem a essência da obra de Tereza: a observação da história a partir de um ponto de vista feminino.

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